A Praia do Francês, em Marechal Deodoro, é hoje um dos cartões-postais mais conhecidos de Alagoas. Turistas do mundo inteiro chegam atraídos por suas águas cristalinas, pela vibração dos quiosques à beira-mar e pelo encontro perfeito entre ondas fortes e piscinas naturais. Mas por trás da beleza evidente, o Francês guarda uma história rica, marcada por contrabandistas, pescadores, tradições culturais e até lendas que ainda despertam a curiosidade de quem visita a região.
Muito antes de se tornar um destino turístico, o lugar já era habitado por comunidades pesqueiras e conhecido por navegadores franceses, que deram origem ao nome “Praia do Francês”. Entre registros históricos e relatos passados de geração em geração, surgiram também histórias de assombrações, mitos regionais e curiosidades que ajudam a construir a identidade única do local.
Neste conteúdo, você vai mergulhar na história e nas curiosidades da Praia do Francês, desde suas origens ligadas à pesca e à colonização até os fatos pitorescos e lendas que alimentam o imaginário popular. Prepare-se para descobrir um destino que vai muito além das belezas naturais — um lugar onde a memória, a cultura e o mistério se encontram.
A origem da Praia do Francês

Muito antes de se tornar ponto turístico, a Praia do Francês já fazia parte da história de Alagoas. Localizada no município de Marechal Deodoro, a região foi ocupada inicialmente por povos indígenas que viviam da pesca, da coleta e da agricultura de subsistência. Esses primeiros habitantes mantinham uma relação de respeito com o mar e com os recursos naturais, deixando marcas culturais que influenciaram a identidade local.
Com a chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI, o território passou a ser explorado principalmente pelo pau-brasil, madeira nobre altamente cobiçada na época. É nesse contexto que surgem os primeiros registros de franceses navegando pela costa alagoana. Eles vinham contrabandear a madeira e, segundo a tradição oral, usavam a enseada protegida do Francês como ponto estratégico para se esconder de embarcações portuguesas. Daí teria surgido o nome que permanece até hoje: Praia do Francês.
Nos séculos seguintes, o local consolidou-se como uma vila de pescadores. O mar fornecia sustento às famílias, com a pesca de peixes e crustáceos que ainda hoje fazem parte da base da culinária da região. Ao redor da praia, pequenas roças de mandioca e cana-de-açúcar completavam a economia local, marcada pela simplicidade e pela forte ligação com a natureza.
Outro capítulo importante da história da Praia do Francês está ligado ao Lazareto, uma antiga colônia de quarentena construída no século XIX para isolar doentes vindos de navios internacionais. Embora em ruínas, esse espaço ainda é lembrado como parte da memória histórica da região e reforça o quanto o Francês esteve ligado a diferentes períodos da história do Brasil.
Essa mistura de tradições indígenas, exploração colonial e vida simples dos pescadores moldou a identidade da Praia do Francês. Hoje, mesmo com o turismo em destaque, essas raízes ainda podem ser percebidas no cotidiano da comunidade local e nas histórias que atravessam gerações.
A transformação da Praia do Francês com o turismo
Durante séculos, a Praia do Francês manteve-se como uma vila de pescadores, conhecida apenas pelas comunidades locais e por alguns viajantes que se aventuravam pelo litoral sul de Alagoas. O cenário começou a mudar a partir da segunda metade do século XX, quando o turismo no estado começou a se consolidar como atividade econômica importante, especialmente em Maceió e arredores.
A proximidade com a capital — apenas 20 km — e a beleza natural da enseada, que combina áreas de mar calmo com ondas fortes, fez da Praia do Francês um dos primeiros destinos a se destacar entre os turistas. O lugar, que antes tinha apenas casas simples e barcos de pesca, passou a receber visitantes em busca de descanso, surf e contato com a cultura local.
Nos anos 1980 e 1990, começaram a surgir as primeiras pousadas e restaurantes, muitos deles gerenciados pelas próprias famílias de pescadores que viram no turismo uma oportunidade de renda extra. Aos poucos, a vila foi se transformando em um polo turístico, atraindo não apenas brasileiros, mas também estrangeiros, especialmente franceses e europeus, reforçando a conexão histórica com seu nome.
Com o aumento do fluxo de visitantes, a infraestrutura local cresceu. Hoje, a Praia do Francês conta com hotéis, pousadas, bares, quiosques à beira-mar e até escolas de surf, que movimentam a economia e mantêm a praia como uma das mais visitadas do litoral alagoano. Essa transformação também trouxe novos desafios, como a necessidade de equilibrar o turismo intenso com a preservação ambiental, especialmente dos recifes e das áreas de manguezal próximas.
Apesar das mudanças, a Praia do Francês soube manter seu charme original. Ainda é possível ver barcos de pesca coloridos enfeitando o mar, ouvir histórias de antigos moradores e experimentar pratos típicos feitos com receitas que atravessaram gerações. O turismo trouxe modernidade, mas a essência do Francês continua ligada à tradição e à vida simples à beira-mar.
Curiosidades e lendas que poucos conhecem sobre a Praia do Francês
Por trás do cenário paradisíaco da Praia do Francês, existem histórias, curiosidades e lendas que ajudam a compor sua identidade cultural. Algumas têm base histórica, outras nasceram da tradição oral e da imaginação popular, mas todas despertam a curiosidade de quem visita a região.
A origem do nome
Uma das curiosidades mais conhecidas é a origem do nome “Praia do Francês”. De acordo com relatos históricos, no período colonial, a enseada era usada por navegadores franceses que contrabandeavam pau-brasil. Eles encontraram ali um refúgio seguro para se esconder das embarcações portuguesas, e o local acabou ficando conhecido como “a praia dos franceses”.
O Lazareto e suas histórias
Outro ponto curioso é o Lazareto, antiga colônia de quarentena construída no século XIX para isolar viajantes vindos de navios suspeitos de doenças contagiosas. Hoje em ruínas, o local alimenta o imaginário popular com histórias de assombrações e almas penadas que vagam pela região. Muitos moradores ainda contam casos de aparições misteriosas, especialmente em noites de lua cheia, tornando o Lazareto um dos lugares mais enigmáticos da história local.
Lendas místicas do mar
Assim como em outras praias do Nordeste, a Praia do Francês também é cercada por lendas folclóricas. Pescadores antigos relatavam encontros com o João Galafuz, uma criatura marinha descrita como um pequeno duende travesso que aparece para pregar peças nos navegadores. Considerado um prenúncio de tempestades, sua presença servia de aviso para que os barcos retornassem à costa.
A força da cultura popular
Além das lendas do mar, há também referências ao folclore nordestino que permeiam o imaginário local. Personagens como a Comadre Fulozinha, guardiã das matas e brincalhona com caçadores e viajantes, aparecem em histórias contadas por moradores mais antigos, principalmente em noites de festa ou rodas de conversa à beira da praia.
Essas curiosidades e lendas revelam que a Praia do Francês é muito mais do que um destino de sol e mar: é um lugar onde história, folclore e mistério
A Praia do Francês além do que se vê
A Praia do Francês é um lugar onde a beleza natural se mistura com história, cultura e mistério. Mais do que um destino turístico, ela guarda marcas do passado colonial, memórias das comunidades pesqueiras e lendas que alimentam o imaginário popular até hoje. Cada detalhe, do antigo Lazareto às histórias contadas pelos moradores, revela que o Francês tem uma identidade muito mais rica do que o olhar rápido de um visitante pode perceber.
Explorar a Praia do Francês é também mergulhar em sua memória. Ao caminhar pela orla, provar um prato típico ou ouvir um “causo” de pescador, você descobre que essa praia não é feita apenas de mar e areia, mas também de histórias que atravessam gerações.
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FAQ – Perguntas Frequentes
- Qual é a história da Praia do Francês?
A praia tem origem ligada a comunidades indígenas e pesqueiras, mas ganhou fama ainda no período colonial, quando navegadores franceses usavam a região para contrabando de pau-brasil. - Quem foram os primeiros moradores da região?
Os primeiros habitantes foram povos indígenas, seguidos de colonos portugueses e famílias de pescadores que se estabeleceram na vila. - Quando a Praia do Francês se tornou um destino turístico?
O turismo começou a crescer a partir da segunda metade do século XX, ganhando força nos anos 1980 e 1990, quando surgiram as primeiras pousadas e restaurantes. - Existem lendas ou histórias curiosas sobre a Praia do Francês?
Sim. Além da origem do nome ligada aos franceses, há relatos sobre o antigo Lazareto, cercado de histórias de assombrações, e lendas folclóricas como a do João Galafuz, um duende marinho que assusta pescadores. - O que diferencia a Praia do Francês hoje?
Ela combina infraestrutura turística com preservação ambiental, mantendo viva sua identidade cultural ao mesmo tempo em que recebe visitantes do mundo inteiro.
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